Este livro nasceu, em boa medida, de uma inquietação com essa prateleira. Porque a vida real — a que eu vivo, a que você vive, a de qualquer pessoa de carne e osso — não é feita só de dias ensolarados à espera da fórmula certa. Ela inclui perdas, doenças, contas que não fecham, relações que se partem, medos que não passam, e a sombra final de saber que somos passageiros. As atribulações não são um defeito da sua vida em particular; são parte da condição de estar vivo. E qualquer livro sobre felicidade que finja o contrário — que prometa uma existência sem sombra a quem apenas seguir seus passos — está, com todo o respeito, vendendo o que não pode entregar. Pior: está preparando a decepção e a culpa de quem acreditou.
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