Como estudar por este dicionário
Um dicionário de acordes não se decora: consulta-se. O caminho curto é entender a lógica das formas e transportá-las.
Lendo o diagrama
As seis linhas verticais são as cordas — da 6ª (mais grave, à esquerda) até a 1ª (mais aguda, à direita). As linhas horizontais são os trastes. O número à esquerda indica em que casa o desenho começa; quando aparece a barra grossa no topo, o desenho começa na pestana (casa 1).
- X acima da corda: não toque essa corda.
- O acima da corda: corda solta.
- Bolinha dourada: a tônica do acorde.
- Barra horizontal: pestana com o dedo 1.
Formas móveis e o sistema CAGED
Os acordes maiores nascem de cinco desenhos abertos — C, A, G, E, D. Cada um deles, sem cordas soltas, vira uma forma que anda pelo braço: é isso que você vê quando troca a tônica e o mesmo desenho aparece em outra casa.
Estude um tipo de acorde por vez em duas formas: uma com tônica na 6ª corda e outra na 5ª. Com essas duas você toca o acorde em qualquer tom.
Pestana sem sofrimento
- Gire levemente o dedo 1 para apoiar a lateral, não a polpa.
- Polegar atrás do braço, na altura do dedo 2.
- Puxe o braço para trás com o cotovelo em vez de apertar com força.
- Comece pelas casas 5 a 7, onde a corda está mais baixa, e só depois volte para a casa 1.
Rota de estudo sugerida
- Semana 1–2: tríades maiores e menores nos cinco desenhos, tônica de C a B.
- Semana 3–4: tétrades — 7, m7 e 7M — nas cordas 6 e 5.
- Semana 5–6: suspensos, sextas e meio-diminutos.
- Depois: tensões (9, 11, 13, b9, #9) aplicadas a repertório, não isoladas.